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Entrevista para o site, Cheiro de Livro Nacional

08:57Oliver Fábio


Entrevista cedida para o site Cheiro de Livro Nacional.

1) Qual o seu maior objetivo com suas histórias?
Eu gosto de escrever tudo de uma forma bem simples e envolvente, para que qualquer leitor possa viajar facilmente na leitura. Desejo entreter as pessoas, porém escrevo sobre coisas bem reais, para que as pessoas possam se identificar com algum dos personagens e quem sabe aprender algo com eles. Quando escrevo não penso apenas em fazer mais uma história, mas que seja algo mágico, que as pessoas possam se lembrar dela após anos, que possam se envolver e se divertir com os personagens. 

2) Quando percebeu que seu desejo era ser escritor?
Comecei a escrever aos meus treze anos, eu não lia muito e nem sei bem de onde surgiu esse gosto. Antes de completar dezoito anos já tinha escrito quatro livros. São bem fraquinhos, mas me serviram de laboratório. Porém ainda penso em pegar alguns elementos deles e criar um livro mais maduro. Confesso que na minha adolescência tinha problemas de ler os livros escolares, devido as palavras rebuscadas e no tempo pensei no porque dos livros não serem tão fáceis. Na verdade aqueles livros não eram destinados para adolescentes. É um pouco cultural, não temos muito o hábito de ler. Naquela época eu tinha bastante preguiça de ler, os livros não me motivavam, acredito que as escolas deveriam adotar livros que os adolescentes gostem e os motivem a ler mais, não o contrário. A literatura brasileira é muito pesada para alguns adolescentes.

3) Você utiliza algum material como referência para escrever, faz pesquisas, ou é pura inspiração e criatividade? 
Eu sou apaixonado por músicas hispânicas, algumas são muito intensas. Gosto disso e tento levar para minhas narrativas. Eu pesquiso sobre alguns temas que vão compor o plano de fundo dos personagens, porém a história em si vem da minha mente agitada.

4) O que a escrita afetou a sua vida? Mudou muita coisa? 
A escrita me permite criar um mundo mágico e personagens que eu gostaria de ter como amigos, ou não, alguns vilões deixo de fora (risos). Confesso que a escrita ainda não afetou muito minha vida, estou começando agora a carreira de escritor, porém pretendo que mude muitas coisas, pois vou trabalhar com muito esmero para conseguir um lugar ao sol. Mas a vida afetou minha escrita, já vivi muitas coisas e tento imprimir um pouco disso no que escrevo.


5) Como você critica e enxerga o seu trabalho?
Sou extremamente crítico e espero que isto seja bom. Tento escrever sem muitos furos, porque obverso isso no que leio. Ainda tenho um grande caminho a percorrer – assim espero -  pretendo aprimorar bastante a minha escrita. Sou criativo, mas só isto não basta, é preciso ter mais elementos para construir uma boa história, mas já é um ingrediente muito importante esta criatividade. Minhas narrativas são simples, intensas envolventes, cativantes e com bastante ritmo. Alguém uma vez disse ser arrebatadora, porém é muito precoce falar isto. E estou me trabalhando bastante para receber as criticas, até gosto de receber, costumo dizer que são consultorias gratuitas. Porém vão aparecer leitores insatisfeitos com algo, mas tenho algo a pedir: Que faça a crítica com uma explicação, não apenas uma desqualificação.

7) De onde surgiu a ideia para livro “E o céu de Miramar?”? 
Surgiu após a minha primeira viagem para a Argentina em 2008. Na verdade comecei a escrever após ter lido algo com zumbis e pensei em trabalhar esse tema, porém essa ideia se dissolveu no livro e a história ganhou outro viés. Quando comecei a escrever eu não sabia onde seria ambientado, só decidi isso na minha segunda viagem em 2011 para Mar del Plata, Argentina. Um casal de amigos ia me levar para Miramar e acabou que não deu e acho que isso ficou gravado na minha mente. Eu desejava saber como era a cidade, acabei pesquisando e ela se tornou o local para a família García ganhar vida. O primeiro título era: “No dia em que não olhei para trás”, porém achei muito grande e pensei em “A travessia”, mas era bem vago e após 3 anos resolvi mudar para “E o céu de Miramar?”.

8) Conte-nos um pouco sobre o livro. O que podemos esperar dele? 
Esse livro é bem intenso e levou cerca de 4 anos para ficar pronto. É um drama com suspense, romance e uma pitada de fábula, tudo isso em uma sintonia bastante convincente. Acredito que o livro será bem recebido pelo público, pois os personagens são de fácil identificação e o leitor vai se envolver rapidamente.

9) Oliver, quais são os seus escritores favoritos? Eles te inspiram?
Confesso que não tenho escritores favoritos, é o meu defeito. Gosto de bons livros. Ah! Gosto bastante de Stephen King e admiro bastante o trabalho de Pedro Almodóvar, ele escreve os roteiros dos seus filmes de forma brilhante.

10) Como autor, qual é o seu maior sonho?
Ter meus livros traduzidos para vários idiomas, ver algum deles chegar à telona, ver os escritores brasileiros sendo valorizados, pois o mercado nacional é completamente dominado pelos estrangeiros. E um dia ter reconhecimento nacional, isto seria uma imensa alegria.

11) Como é a sua relação com os fãs?
Acho muito importante esse envolvimento e troca de experiências com o público. Eu me esforço bastante para manter meio que um diálogo com o pessoal das redes sociais, mas às vezes o tempo é curto para conciliar tudo. Porém jamais deixo alguém sem uma resposta, gosto desta cumplicidade com o leitor.

12) Conte-nos um pouco sobre você. Quem é Oliver Fábio? 

Sou um jovem escritor e designer gráfico. Nasci e moro em Brasília, mas minha infância foi no sertão nordestino. Tenho 31 anos, libriano (28 de setembro). Sou apaixonado por músicas espanholas, por músicas intensas que chegam até a arrancar lágrimas, ah isso eu amo! Quero viver muito, viajar o mundo, principalmente a Europa e absorver toda a cultura local e, lógico, colocar nas minhas próximas narrativas. Espero sempre continuar com essa paixão que me move a escrever, quero fazer por prazer, não por ambição comercial apenas. Desejo ter sempre a liberdade de escrever do meu jeito, sem muitas podas ou fórmulas já consagradas, quero ser honesto comigo, com a escrita e com os leitores. 

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ENTREVISTA CEDIDA POR  Daiane Quinelato
 DO SITE CHEIRO DE LIVRO NACIONALACESSE E ENCONTRE ÓTIMAS LEITURAS. 

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